France 27 min ago0Adicionar aos favoritos

Roma fala. A mais alta instância vaticana para questões de vida denuncia, no dia seguinte à adoção definitiva, a entrada do direito francês na lógica do descarte.
17 de julho de 2026. No dia seguinte à adoção definitiva pela Assembleia Nacional da lei francesa sobre a ajuda para morrer, o padre Andrea Ciucci, chanceler da Academia Pontifícia para a Vida, toma publicamente a palavra. Ele qualifica a evolução do direito francês como uma entrada na « cultura do descarte ». A fórmula, tornada corrente pelo papa Francisco (Evangelii gaudium, n. 53), designa o mecanismo pelo qual uma sociedade trata como supérfluos os seres humanos cuja vida custa muito caro às suas idolos.
Esta palavra não é nem um comentário de oportunidade nem uma simples protestação moral. Ela lembra o magistério constante da Igreja. João Paulo II, em Evangelium Vitae (1995), n. 65, qualifica a eutanásia como « grave violação da lei de Deus ». O Catecismo (§2277) a classifica como « moralmente inaceitável ». O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, na sentença Pretty c. Reino Unido de 29 de abril de 2002, havia recusado tirar um direito de morrer do artigo 2 da Convenção. Ao escolher o contrário, o legislador francês ultrapassa a linha que Roma, a jurisprudência de Estrasburgo e o direito natural tinham traçado juntos.
A palavra romana não faz a lei civil. Ela faz a clareza doutrinal. Aos católicos que governam, ela lembra que nenhuma obediência civil desliga da obediência à lei moral (At 5, 29). Aos católicos que sofrem e àqueles que os cuidam, ela oferece a certeza de que a Igreja não cedeu e não cederá.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
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