Europe 17 min agoAdicionar aos favoritos

Um projeto de lei neerlandês ampliaria os prazos e condições do aborto tardio. As igrejas cristãs do país estão na linha de frente.
Em 24 de julho de 2026, o Salon Beige relata a oposição organizada dos cristãos holandeses a um projeto de lei que visa estender o acesso ao aborto tardio nos Países Baixos. O texto, em discussão parlamentar, ampliaria o acesso à interrupção tardia da gravidez até 22 a 24 semanas por motivos sociais, e não mais apenas médicos, em um país que já havia, em 1984, adotado uma das legislações mais permissivas da Europa. Protestantes reformados, Igrejas livres e católicos holandeses se unem contra a extensão.
A questão é simultaneamente jurídica e antropológica. João Paulo II, na encíclica Evangelium vitae de 25 de março de 1995, fixou a doutrina em termos que não admitem ambiguidade. No número 62, ele declara que o aborto voluntário é um desordem moral de gravidade particular, condenação baseada no magistério ordinário universal. A lógica holandesa procede por extensões sucessivas: cada novo prazo se torna o antigo limite admitido, fenômeno clássico de acomodação social. A Declaração Dignitas infinita (Dicastério para a Doutrina da Fé, 8 de abril de 2024) lembrou: a cultura do descarte produz uma acomodação à eliminação dos mais frágeis, dos quais o aborto tardio é uma das expressões mais graves. O deslizamento do critério médico para o critério social ultrapassa uma nova fronteira. A frente interconfessional holandesa merece ser saudada: sobre a vida, a unidade cristã se torna estratégica.
Tínhamos observado a lógica cumulativa das transgressões. Os Países Baixos oferecem uma ilustração silenciosa. Rezar, informar, apoiar os eleitos que resistem: a luta pela vida não se joga apenas nas capitais midiaticamente expostas.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
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