Europe 21 min agoAdicionar aos favoritos

Os bispos da Europa aprovam o projeto de um 28º regime europeu de direito das sociedades - desde que não se pague com a proteção dos trabalhadores. Aprovação crítica na linha da doutrina social.
A Comissão dos Episcopados da União Europeia (COMECE) interveio em 22 de julho de 2026, em uma posição divulgada pelo Vatican News em francês, sobre o debate em torno do 28º regime europeu de direito das sociedades. Este projeto, promovido pela Comissão Europeia sob a denominação « EU Inc. » (European Incorporated), visa harmonizar o quadro jurídico aplicável, nomeadamente, às start-ups para reforçar a sua competitividade. A COMECE apoia a iniciativa, mas com uma condição explícita: que ela « se acompanhe de garantias sociais sólidas, de medidas de proteção dos trabalhadores » e de dispositivos de co-determinação. O comunicado lembra que a corrida pela competitividade europeia não pode « enfraquecer os direitos sociais » adquiridos.
Tínhamos acompanhado, nas últimas semanas, a mobilização dos bispos da Europa sobre as raízes cristãs do continente e, em seguida, sobre a crise do logos evocada pelo cardeal Sarah. O front alarga-se: a voz magistral dirige-se agora para o económico, onde se joga a proteção concreta do trabalhador e da família. A posição da COMECE é doutrinariamente equilibrada: nem recusa principial da modernização económica europeia, nem aprovação cega do reflexo competitivo. A doutrina social não aceita a oposição entre competitividade e dignidade do trabalho. Rerum Novarum (Leão XIII, 1891) já estabelecia que o salário não poderia ser fixado apenas pela lei do mercado, sem considerar o que é necessário para que o trabalhador e sua família vivam com dignidade. Centesimus Annus (João Paulo II, 1991), no número 43, lembra que a empresa livre só é legítima quando ordenada ao bem comum e à dignidade da pessoa. O que a COMECE pede está, portanto, exatamente na linha magistral: aprovar a ferramenta, ordená-la às proteções do trabalho, da família e da solidariedade intergeracional.
A Europa não se salvará imitando os modelos económicos que a fragilizam, nem abandonando as categorias mais expostas à lógica do mercado. Que os católicos envolvidos nas instituições europeias levem esta voz magistral equilibrada: ela ainda é audível e ainda é esperada.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
Juventude católica e instituições europeias: a COMECE forma seus representantes