Monde 9 h ago0Adicionar aos favoritos

Os funerais do líder supremo reconfiguram o dossier EUA-Irão; o esquecimento diplomático das minorias cristãs, porém, continua.
Em 10 de julho de 2026, a Vatican News confirma que o aiatolá Ali Khamenei, guia supremo da República Islâmica do Irã, foi sepultado em Mashhad. As tensões entre Teerã e Washington se reacendem imediatamente: as negociações técnicas iniciadas em junho, especialmente em torno do protocolo de 19 de junho, estão agora suspensas devido à reconfiguração do poder iraniano. No mesmo dia 9 de julho, a LifeSiteNews relatou a suspensão das restrições impostas às paróquias católicas de Dubai durante a crise EUA-Irã, que haviam fechado as igrejas durante a Semana Santa e a Páscoa.
Tínhamos sinalizado, no número 2 (semana 27), a ausência de qualquer cláusula de proteção aos cristãos no protocolo EUA-Irã de 19 de junho de 2026. A morte de Khamenei reembaralha as cartas políticas, mas não as muda fundamentalmente para a Igreja: os cristãos da Terra Santa e do Irã permanecem fora de qualquer garantia diplomática explícita. Os Patriarcas de Jerusalém, em seu apelo conjunto de 3 de julho de 2026, lembravam que a presença cristã na região passou de 20 por cento (1948) para menos de 2 por cento hoje. Esse esquecimento diplomático é doutrinariamente grave. A doutrina social da Igreja, Sollicitudo rei socialis (João Paulo II, 30 de dezembro de 1987, § 39-40), lembra a exigência da solidariedade universal, especialmente em relação às minorias perseguidas. A suspensão das restrições em Dubai, por sua vez, oferece um sinal local de distensão, sem garantia regional.
A geopolítica muda de rosto, a perseguição permanece. Confiar a São Inácio de Antioquia, martirizado no século II pela fé, a Igreja sofrida do Oriente Médio, em união com a oração do Santo Padre pela paz.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
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