Intelligences 1 h ago0Adicionar aos favoritos

Aleteia relata o uso obrigatório de câmeras frontais em trabalhadores na Índia e na China, cujos gestos filmados servem para treinar os robôs chamados a substituí-los. A lógica da substituição desce até a oficina.
Em 10 de julho de 2026, a Aleteia relata, após uma investigação do Guardian, uma prática em rápido desenvolvimento em fábricas na Índia e na China: o uso obrigatório de câmeras fixadas na testa dos trabalhadores durante as horas de trabalho. Essas câmeras filmam cada gesto. Os vídeos são então usados para treinar modelos de robótica capazes, a longo prazo, de executar as mesmas tarefas. O princípio se estende gradualmente a outros setores e geografia, nos trabalhos de tradução, redação ou análise: o empregado alimenta, por seu próprio trabalho, a máquina que deve substituí-lo.
A doutrina social da Igreja, desde Laborem exercens (1981), afirma a primazia do sentido subjetivo do trabalho: o trabalho é feito para o homem, o homem não é feito para o trabalho (n. 6). Este princípio se inverte hoje. O trabalhador é convocado não para trabalhar, mas para transmitir seu conhecimento corporal à máquina que o substituirá. O Papa Francisco, em Fratelli tutti (2020, n. 168), alertava que o progresso tecnológico não é neutro e pode, mal orientado, reduzir a pessoa à sua única função utilitária. Antiqua et Nova, a nota do Dicastério para a Doutrina da Fé e do Dicastério para a Cultura e a Educação (28 de janeiro de 2025), lembra que a inteligência artificial não pode usurpar o lugar da pessoa humana, nem no trabalho, nem no discernimento moral. O CIC (n. 2427) destaca que "o trabalho humano procede imediatamente de pessoas criadas à imagem de Deus". O deslizamento em curso é duplo. De um lado, a dignidade do trabalhador se torna invisível; ele é reduzido a um fluxo de imagens exploráveis. De outro, a máquina se apropria de uma competência que o homem lhe entregou sem medir o dom que concedia. A questão tomista permanece inteira: a máquina pode imitar as operações exteriores, mas não possui o princípio interior.
Recusar a ingenuidade tecnológica. Perguntar, nas empresas, o que é feito dos dados e imagens produzidos pelo trabalho. Orar por aqueles que temem ser substituídos, na Índia, na China, no Ocidente. Apoiar as iniciativas católicas de formação profissional que colocam a pessoa no centro. A técnica nunca é neutra: ela nos forma tanto quanto é formada por nós.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
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