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O Fórum do Islão de França anuncia querer criar uma instância nacional; a questão da ordem jurídica dos cultos reabre.
O Fórum do Islã da França (Forif) foi criado em fevereiro de 2022 pelo Ministério do Interior, em substituição ao Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM), afastado após a recusa persistente de várias federações de assinarem a "carta dos princípios" exigida pelo executivo em 2021. Há quatro anos, o Forif funciona como um dispositivo de diálogo essencialmente local, sem personalidade jurídica própria. Ele anuncia, em 22 de julho de 2026, querer criar uma instância nacional. O dossier da representação do islã na França na ordem laica está reaberto.
Segundo La Croix, o Forif fez saber que deseja construir uma instância nacional, com a ambição de falar com uma só voz perante os poderes públicos e as comunidades muçulmanas locais. O mecanismo previsto, o calendário e o estatuto jurídico da futura estrutura ainda não foram precisados publicamente. O Ministério do Interior, tutor do dispositivo desde 2022, não comentou até este momento.
Este dossier diz respeito à ordem laica na qual se exercem todos os cultos. Ele não é, portanto, indiferente aos católicos. O Catecismo no número 2244 lembra que "toda instituição se inspira, pelo menos implicitamente, numa visão do homem e do seu destino"; a organização dos cultos é um teste dos equilíbrios republicanos. A declaração Dignitatis humanae do concílio Vaticano II (7 de dezembro de 1965), no número 6, afirma a liberdade religiosa como direito fundamental da pessoa, a proteger dentro dos limites da justa ordem pública. A doutrina social, em Centesimus annus no número 46 (João Paulo II, 1º de maio de 1991), lembra que a democracia só se sustenta apoiada numa clara concepção do homem, nunca num neutralismo desincarnado.
Os católicos têm um interesse direto em que o islã da França seja organizado segundo um quadro jurídico conforme aos princípios republicanos. A solidez da ordem laica condiciona também a liberdade de ação da Igreja. Dois escollos devem ser evitados: um comunitarismo que enfraqueceria a liberdade individual dos fiéis muçulmanos, e um controle estatal do culto que criaria, por ricochete, um precedente aplicável às outras confissões.
A questão fundamental, deixada em suspenso desde o fracasso do CFCM, é a dos laços com os Estados de origem (Turquia, Argélia, Marrocos) que financiam parte das mesquitas e formam parte dos imãs. Sem esclarecimento, toda instância nacional será frágil. O silêncio das autoridades episcopais francesas sobre este dossier interroga: esta matéria toca na liberdade religiosa, terreno no qual a Igreja tem uma doutrina clara a oferecer.
Orar pela liberdade religiosa autêntica, aquela que reconhece a pessoa humana ao mesmo tempo livre e situada. Acompanhar os desenvolvimentos parlamentares esperados no regresso às aulas.
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Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.