Monde 23 h agoAdicionar aos favoritos

A Cruz descreve o Ruanda de Paul Kagame como um laboratório de uma regulação autoritária dos locais de culto. Um modelo pelo controle administrativo, exportável, inclusive na Europa.
La Croix, em sua edição de 19 de julho de 2026, publica uma investigação sobre o Ruanda de Paul Kagame descrito como "laboratório de uma regulação autoritária dos locais de culto". O governo ruandês tem fechado, desde 2018, cerca de 10.000 igrejas evangélicas sob a alegação de não cumprimento de normas sanitárias ou arquitetônicas, ou de uma suposta deriva de pastores "charlatões". As congregações devem obter uma permissão antes de qualquer nova abertura. Os sermões estão sob vigilância administrativa.
O Concílio Vaticano II, em Dignitatis humanae (1965), afirma o direito fundamental à liberdade religiosa como "fundamentado na própria dignidade da pessoa humana, tal como a fazem conhecer a Palavra de Deus revelada e a própria razão" (n° 2). A regulação ruandesa, apresentada como técnica, é na realidade ideológica: o Estado se coloca como árbitro da legitimidade religiosa e da conformidade arquitetônica dos santuários. É um modelo exportável, precisamente porque não utiliza a violência direta. O fio liberdade-religiosa-ocidental, inicialmente centrado na União Europeia e na Hungria pós-Orbán, deve agora integrar esta abordagem pelo controle administrativo. Ela poderia inspirar outros Estados, inclusive europeus, sob pretexto de segurança pública, de luta contra o "separatismo" ou de normas de urbanismo.
Ore pelas comunidades cristãs ruandesas submetidas ao controle administrativo de seus santuários. Apoie as ONGs que documentam essas violações (Christian Solidarity Worldwide, AED). Fique atento aos projetos europeus de "polícia dos cultos" sob o pretexto da laicidade, da segurança ou do urbanismo: a doutrina católica da liberdade religiosa não conhece fronteiras geográficas.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
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