Monde 37 min agoAdicionar aos favoritos

Dois dias após o anúncio de Ortega, a ONU condena o fechamento definitivo do regime sandinista. Dom Mata continua desaparecido.
Tínhamos relatado o anúncio de Daniel Ortega, em 21 de julho de 2026, por ocasião do 47º aniversário da Revolução Sandinista (19 de julho de 1979): nunca mais haverá eleições na Nicarágua. O Vatican News em português publica, nesta segunda-feira, 23 de julho de 2026, a condenação da Organização das Nações Unidas. A decisão de Ortega trava o tandem Ortega-Murillo à frente do regime. Ela ocorre em um contexto de perseguição católica em curso: Dom Rolando Álvarez, bispo de Matagalpa, condenado a vinte e seis anos de prisão em fevereiro de 2023 e depois expulso para Roma em janeiro de 2024; Dom Juan Abelardo Mata Guevara ainda desaparecido desde 29 de junho de 2026, ou seja, quase quatro semanas. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, acionada em 17 de julho de 2026, não recebeu nenhuma resposta de Manágua.
A suspensão das eleições não é um acidente: é o ponto alto de uma trajetória iniciada em 2018 com a repressão às manifestações, continuada com o fechamento de ordens religiosas, a expulsão dos núncios apostólicos e o controle das paróquias. A ONU fala uma linguagem de direito internacional que não tem força; o Vaticano, que havia recallado seu representante em 2022, parece estar sem alavancas diplomáticas. O Compendium da doutrina social da Igreja lembra que a privação da liberdade religiosa é uma violação da dignidade da pessoa. O silêncio internacional sobre o destino de Dom Mata é o verdadeiro escândalo.
Rezar por Dom Mata Guevara, pelos padres presos na Nicarágua e pelo episcopado de Manágua obrigado ao silêncio. Fazer conhecer: a perseguição é estrutural, silenciosa e metódica. Para acompanhar: a reação oficial de Manágua, a mobilização das conferências episcopais vizinhas (Honduras, Costa Rica, Panamá) e uma eventual nova onda de expulsões clericais.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
Nicarágua: a Igreja sob o jugo de Ortega