China: eight years after the 2018 agreement, the faithful Church under increased pressure

Seguimento do caso : Chine : l'Église souterraine sous le contrôle du Parti· Episódio 2/2

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China: eight years after the 2018 agreement, the faithful Church under increased pressure
Illustration : Marie Yukimura Saitō

Tínhamos sinalizado, no início do mês, a libertação do pastor Ezra Jin Mingri como um sinal frágil. À medida que se aproxima o oitavo aniversário do acordo provisório Santa Sé-Pequim, a LifeSiteNews faz um balanço severo: longe de acalmar, ele teria armado a mão do Partido sobre a Igreja fiel.

Contexto

O acordo provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China, assinado em 22 de setembro de 2018 em Pequim e mantido em segredo em suas disposições exatas, chegará ao seu oitavo aniversário em dois meses. Ele foi renovado pela primeira vez em 2020 por dois anos, em 2022 por dois anos, e em 2024 por quatro anos. Ele trata principalmente da nomeação de bispos, agora submetida a um mecanismo de entendimento entre Roma e Pequim. Ele deveria, no espírito vaticano de Francisco, aproximar a Igreja "subterrânea" que permaneceu fiel e a Igreja "oficial" registrada pela Associação Patriótica.

Os fatos

Em 9 de julho de 2026, o LifeSiteNews publica um artigo assinado por um observador regular da questão chinesa, afirmando que oito anos após a assinatura, a perseguição aos católicos fiéis se intensificou. O autor documenta a continuação das detenções de bispos clandestinos, o fechamento de igrejas não registradas e as medidas recentes do Partido sobre a sinização do cristianismo. Portas Abertas classifica a China em décimo quinto lugar mundial em sua World Watch List 2026. A libertação do pastor Ezra Jin Mingri, no início de julho, não desmente o quadro; ela revela, antes, a exceção.

Análise doutrinária

A Igreja tem uma doutrina firme e antiga sobre a liberdade religiosa. O Concílio Vaticano II, na declaração Dignitatis humanae (1965), afirma no n° 2 que a pessoa humana tem o direito à liberdade religiosa fundado na própria dignidade da pessoa, e que esse direito deve ser reconhecido pela lei civil. O Catecismo, no n° 2107, especifica que a liberdade religiosa não pode ser limitada senão por uma ordem pública justa. Diante de um regime que subordina o culto à lealdade política, a palavra de São Pedro permanece o critério: "É necessário obedecer a Deus antes que aos homens" (At 5, 29).

Desafios para a Igreja e os fiéis

O acordo de 2018 deveria comprar a paz pela concessão. Ele entregou uma alavanca ao Partido, sem obter uma contrapartida tangível para os fiéis. Os bispos clandestinos ordenados antes de 2018 permanecem reféns de seu próprio reconhecimento: aqueles que se juntaram se encontram sob vigilância, aqueles que recusam arriscam a residência vigiada. É a consciência dos católicos chineses que paga.

Leitura crítica e pontos cegos

LifeSiteNews é uma fonte tendenciosa: o artigo não cita os casos recentes de nomeações acordadas que, em algumas províncias, permitiram que bispos fiéis recebessem um reconhecimento civil. O balanço permanece, no entanto, esmagador: nenhum número oficial da Santa Sé vem contradizer os relatos de Portas Abertas, AsiaNews ou UCA News.

Para refletir e agir

Ore pelos católicos chineses, apoie a AED e Portas Abertas, e recuse, no Ocidente, a tentação de uma diplomacia que troca a Igreja pela ilusão da paz.

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Pierre-Antoine VasseurGrand reporter, Église universelle & persécutions
Grand reporter, il suit l'Église universelle et les chrétiens persécutés à travers le monde.
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