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Relíquias dos mártires sírios acolhidas em Qaraqosh, apelo comum dos Patriarcas de Jerusalém, balanço anual da Obra de Oriente. Três sinais convergem: a presença cristã no Oriente se joga pelos nossos bilhetes de avião e pelas nossas transferências.
Tínhamos aberto, no número anterior, o fio do acordo EUA-Irã de 19 de junho e do apelo comum dos Patriarcas de Jerusalém para proteger a presença cristã na Terra Santa. Duas novas publicações se enquadram neste fio: o relatório anual de atividades da Obra de Oriente, divulgado pelo Salon Beige em 5 de julho, e o apelo renovado das Igrejas da Terra Santa, publicado pelo Zenit em 3 de julho. A cartografia se refina.
De um lado, a Obra de Oriente publica seu balanço para 2025-2026: apoio a centenas de projetos, presença mantida em mais de uma dezena de países do Oriente Próximo e do Cáucaso, e a recepção, em 2 de julho de 2026, das relíquias dos mártires sírios em Qaraqosh (planície de Nínive, Iraque), sinal de uma reconstrução espiritual após o Daech (Vatican News). De outro, o apelo comum dos Patriarcas e chefes das Igrejas da Terra Santa, renovado no final de junho, reitera o alerta: menos de 2% de cristãos em Israel e Territórios palestinianos, contra quase 20% em 1948 (Zenit). Três pressões convergem: o êxodo econômico, a insegurança e a não inclusão de cláusulas de proteção cristã no protocolo EUA-Irã.
A doutrina social da Igreja, desde Dignitatis humanae (Vaticano II, 1965, n° 4), afirma o direito coletivo das comunidades religiosas de manter "sua vida própria" em um território. O Concílio não concebia a liberdade religiosa como um direito individual abstrato, mas como um direito institucional e comunitário. Bento XVI, em Ecclesia in Medio Oriente (2012, n° 32), lembrava: a presença cristã na Terra Santa é um "dever" de testemunho para a Igreja universal, não um simples direito local. A fórmula envolve a responsabilidade dos cristãos do Ocidente.
Cada família cristã que deixa Belém é um pedaço da memória litúrgica do mundo inteiro que se apaga. Os santuários se tornam museus se os batizados não estiverem mais lá. A Obra de Oriente e a Ajuda à Igreja em Dificuldade estruturam uma resposta concreta: escolarização, habitação, saúde, manutenção dos locais de culto. É um ministério.
A geopolítica falta: o protocolo EUA-Irã não menciona nenhuma cláusula de proteção cristã, mesmo que a primeira administração Trump tivesse integrado as minorias religiosas em sua diplomacia (Ministerial to Advance Religious Freedom, departamento de Estado, julho de 2019). Esse silêncio de 2026 é uma escolha, e é preciso nomeá-lo.
Uma doação à Obra de Oriente é um ato diplomático. Uma peregrinação a Belém ou a Qaraqosh é um voto. A geografia do cristianismo se joga com nossos bilhetes de avião e nossas transferências bancárias. A fé de Antioquia e de Jerusalém espera nossos gestos concretos.
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Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
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Acordo EUA-Irã: o protocolo assinado, Ormuz aberto e depois fechado, os cristãos aguardam