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O arcebispo de Douala publica uma carta pastoral sobre a superlotação carcerária e a dignidade dos detidos, em nome da doutrina social da Igreja.
Em 17 de julho de 2026, o Vatican News em edição francesa relata uma carta pastoral do Arcebispo Samuel Kleda, arcebispo de Douala e presidente da Conferência Episcopal Nacional do Camarões, publicada no final de junho de 2026, que denuncia as condições de detenção nas prisões do país: superlotação, falta de cuidados, violações à dignidade dos detidos. A carta chama as autoridades a reformas e lembra a obrigação moral de um tratamento humano.
O arcebispo situa sua intervenção no prolongamento de Fratelli tutti (Francisco, 2020), texto magisterial ainda em vigor, que lembra no número 268 que "toda pessoa, por mais grave que seja o crime que cometeu, tem uma dignidade inalienável". O Catecismo, no número 2267, reserva o debate sobre a pena capital, mas o conjunto do capítulo sobre o quinto mandamento estabelece como princípio intocável que a pena, mesmo de longa duração, nunca pode suspender a obrigação de tratar humanamente o condenado. Ao tomar publicamente a palavra, Dom Kleda aplica a doutrina social a uma realidade africana, sem se deixar intimidar por uma administração penitenciária habituada ao silêncio dos bispos. É também uma maneira de lembrar que a Igreja, na África, não abandonou a missão profética em zona politicamente arriscada.
Nomear o sofrimento carcerário, quando o poder civil se acomoda, é um ato de caridade concreta. As paróquias de Douala e de Yaoundé acompanham, há muito tempo, famílias de detidos e capelanias de prisão. Rezar por este ministério escondido, muitas vezes o único resto de dignidade para o homem encarcerado.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.