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À convite do PPE, o secretário-geral da COMECE defendeu o reconhecimento de um núcleo judaico-cristão europeu e a articulação de um diálogo fiel a Nostra Aetate.
A COMECE, Comissão dos Episcopados da União Europeia, continua seu trabalho paciente de ancoragem católica nas instituições bruxelas. Em julho de 2026, o Padre Manuel Barrios Prieto, seu secretário-geral, foi convidado pelo Partido Popular Europeu para se expressar durante um almoço de trabalho no Parlamento Europeu sobre o futuro das comunidades judaicas e cristãs na Europa.
De acordo com o relatório divulgado pela COMECE, a intervenção do Padre Barrios Prieto se insere na continuidade das posições recorrentes do episcopado europeu: recall do peso demográfico e cultural das minorias religiosas judaica e cristã, alerta conjunto sobre o aumento do antissemitismo e do anticatolicismo institucional, pedido de um quadro jurídico europeu que proteja efetivamente a liberdade religiosa. O formato, um almoço de trabalho organizado pelo PPE, indica uma convergência tática com a principal família política do Parlamento, sem, contudo, comprometer o conjunto de suas posições.
A articulação entre cristãos e judeus decorre de um ensino magistral preciso. O Concílio Vaticano II, em Nostra Aetate (n° 4), lembrou o "vínculo espiritual" que une a Igreja ao povo de Abraão, recusando qualquer forma de antissemitismo e afirmando a continuidade da Aliança nunca revogada. João Paulo II, na sinagoga de Roma em 13 de abril de 1986, foi mais longe ao nomear os judeus "nossos irmãos mais velhos na fé". Esta doutrina não é nem negociável nem facultativa: ela envolve toda a vida europeia dos católicos.
A COMECE assume aqui sua função de relé: levar ao coração do poder legislativo europeu a voz conjunta dos bispos. Diante da secularização institucional e de um direito europeu que hesita entre neutralidade afirmada e hostilidade velada ao fato religioso, o espaço do diálogo interinstitucional permanece estreito, mas indispensável. O PPE, por muito tempo refúgio da democracia cristã de inspiração Adenauer e De Gasperi, não é mais sempre um aliado doutrinário confiável; lembrar-lhe suas raízes faz parte do trabalho paciente da COMECE.
O exercício tem suas limitações. O formato almoço privilegia a influência discreta sobre o confronto público, com o risco de um diálogo que acalma sem converter. A questão fundamental, aquela do status real do cristianismo no preâmbulo dos tratados, permanece ausente do calendário europeu desde a rejeição de 2004. A COMECE avança; o muro constitucional permanece. Lamenta-se também a ausência de um quadro europeu vinculativo sobre a liberdade religiosa, enquanto os incidentes anticristãos avançam em vários Estados membros.
O leitor francês pode informar-se sobre as posições da COMECE, interpelar seus eurodeputados do PPE sobre seus votos concretos, apoiar as iniciativas cidadãs católicas em Bruxelas. A presença católica em Bruxelas se constrói por paciência e fidelidade, não por barulho. Continuaremos a acompanhar os trabalhos do secretariado da COMECE e as iniciativas conjuntas com a Igreja ortodoxa e o judaísmo europeu.
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Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
Juventude católica e instituições europeias: a COMECE forma seus representantes